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Os números do Mercado Segurador supervisionado pela SUSEP:

132.799 Corretores de Seguros (75.363 pessoas físicas e 57.436 pessoas jurídicas)
153 - Sociedades Seguradoras
012 - Entidades de Previdência Complementar Aberta
017 - Sociedades de Capitalização
132 - Resseguradores (15 Locais, 25 Admitidos e 92 Eventuais)
026 - Corretores de Resseguros
001 - Autorreguladora

Relação das empresas do Mercado Segurador supervisionado pela SUSEP atualizada até junho de 2026 (clique aqui).
Em abril de 2026, os principais destaques foram:

1) Até abril, o setor obteve receitas de R$ 139,59 bilhões, montante 0,80% menor, em termos nominais, que o obtido no mesmo período de 2025, que foi de R$ 140,72 bilhões. 
2) Indenizações, resgates, benefícios e sorteios somaram R$ 84,31 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, uma queda nominal de 4,69% frente ao mesmo período do ano anterior. 
3) Os seguros (danos e pessoas, excluindo o VGBL) obtiveram receitas acumuladas de R$ 74,80 bilhões, crescimento nominal de 6,13% em relação aos quatro primeiros meses de 2025. 
4) Nos seguros de danos, o seguro auto registrou, nos primeiros quatro meses, alta nominal de 6,55% e real de 2,24% na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando R$ 20,26 bilhões de prêmios. 
5) Já nos seguros de pessoas, o seguro de vida cresceu 10,69% nos primeiros quatro meses de 2026, em termos nominais, e 6,24% em termos reais, na comparação com 2025. 
6) A arrecadação de contribuições superou, nos quatro primeiros meses do ano, o pagamento de benefícios e resgates dos produtos de acumulação em R$ 5,22 bilhões. 
7) Nos quatro primeiros meses de 2026, R$ 9,79 bilhões dos prêmios emitidos pelas seguradoras foram cedidos em resseguro.

O setor supervisionado pela Susep obteve receitas de R$34,61 bilhões em abril. Já no acumulado de 2026, as receitas alcançaram R$ 139,59 bilhões, uma queda nominal de 0,80% e uma queda real de 4,79% em relação ao mesmo período do ano anterior.  O segmento de seguros (excluindo VGBL) arrecadou R$ 19,07 bilhões no mês de referência. As receitas do segmento foram de R$ 74,80  bilhões no acumulado do ano até abril, um crescimento nominal de 6,13% e um crescimento real de 1,85% na comparação com 2025.  Os produtos de acumulação arrecadaram R$ 12,80 bilhões no mês. As receitas foram de R$ 54,32 bilhões até o mês de abril de 2026,  uma redução nominal de 8,29% e real de 11,97% em relação ao mesmo período do ano anterior.  Já o segmento de capitalização arrecadou de R$ 2,73 bilhões no mês. As receitas foram de R$ 10,47 bilhões no acumulado do ano, uma redução nominal de 4,91% e real de 8,74% na comparação com os primeiros quatro meses de 2025.

A distribuição percentual das receitas dos três grandes segmentos supervisionados pela Susep: Seguros (55%), Produtos de Acumulação (37%) e Capitalização (8%). As receitas de Seguro englobam todos os prêmios arrecadados pelas seguradoras com contratos de seguros de danos e seguros de pessoas, com exceção dos planos VGBL, que são inseridos no segmento de acumulação. As receitas de Acumulação referem-se às contribuições destinadas aos planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e Previdência Tradicional, produtos voltados à formação de reservas financeiras de longo prazo, em especial para aposentadoria, e proteção financeira das famílias. Já as receitas de Capitalização correspondem aos valores recebidos com a comercialização dos títulos de capitalização, em suas diversas modalidades. Esse retrato permite visualizar a importância relativa de cada segmento na composição das receitas do setor.

As indenizações, resgates, benefícios e sorteios do setor supervisionado totalizaram R$ 21,61 bilhões em abril de 2026. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, R$ 84,31 bilhões foram movimentados dessa forma.  Nos seguros, as indenizações foram de R$ 6,40 bilhões no mês, uma queda nominal de 7,26% em comparação com abril de 2025. No acumulado do ano, as indenizações alcançaram R$ 25,84 bilhões.  Os resgates e benefícios dos produtos de acumulação somaram R$ 12,69 bilhões no mês em referência, uma queda nominal de 2,81% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nos quatro meses iniciais de 2026, o valor dos resgates e sorteios dos produtos de capitalização foi de R$ 9,38 bilhões, um crescimento nominal de 8,45% e real de 4,03%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

INDENIZAÇÕES, RESGATES, BENEFÍCIOS E SORTEIOS

A arrecadação (receitas) do setor (R$ 139,59 bilhões) com o seu retorno à sociedade, na forma de indenizações, resgates, benefícios e sorteios (R$ 84,31 bilhões). Essa representação considera os montantes acumulados no ano até o mês em referência, da seguinte maneira:
• Seguros: os valores arrecadados são os prêmios (R$ 74,80 bilhões) e os valores retornados, devido à ocorrência de sinistros, são as indenizações (R$ 25,84 bilhões).
• Acumulação: os valores arrecadados são as contribuições (R$ 54,32 bilhões) e os valores retornados são os resgates e os benefícios (R$ 49,10 bilhões).
• Capitalização: os valores arrecadados são os pagamentos (R$ 10,47 bilhões)e os valores retornados são os resgates e os sorteios (R$ 9,38 bilhões).

As provisões técnicas são valores estimados pelas supervisionadas para assegurar a capacidade de honrar seus compromissos. O estoque de provisões técnicas alcançou aproximadamente R$ 2,11 trilhões em abril de 2026, representando 16,44% do Produto Interno Bruto (PIB) da economia brasileira no acumulado de 12  meses contados a partir do mês em referência.

A evolução do estoque de provisões técnicas nos últimos cinco anos, sempre considerando o mesmo mês de referência, permitindo uma análise comparativa consistente ao longo do tempo (abril/2022 = R$ 1,322,96 bilhões, abril/2023 = R$ 1,485.43 bilhões, abril/2024 = R$ 1,693.85, abril/2025 = R$ 1,906.38 bilhões e abril/2026 = R$ 2,136.18 bilhões).

A distribuição, no mês de referência, do estoque de provisões entre os três grandes segmentos supervisionados: seguros (12%), acumulação (86%) e capitalização (2%), evidenciando como os recursos estão alocados em cada mercado.

A evolução da participação das provisões técnicas no PIB nos últimos cinco anos, sempre considerando o mesmo mês de referência, permitindo uma análise comparativa ao longo do tempo (abril/2022 = 14,3%, abril/2023 = 14,3%, abril/2024 = 15,1%, abril/2025 = 15,7% e abril/2026 = 16,4%).

A média do crescimento nominal, nos últimos cinco anos, do estoque total de provisões e dos três grandes segmentos supervisionados: seguros (10,2%), acumulação (13,3%) e capitalização (7%), além da taxa média de crescimento do PIB nominal no mesmo período (8,8%). Observa-se, pelo gráfico, que o total de provisões do setor registro um crescimento médio superior ao do PIB (12,6%).​

SEGUROS DE DANOS

Seguro é um contrato pelo qual a seguradora se obriga, mediante cobrança de um valor (prêmio), a indenizar o segurado ou beneficiário pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos previstos no contrato de seguro. A seguradora e o segurado são obrigados a agir com boa-fé e veracidade a respeito do objeto segurado e das declarações prestadas no ato da contratação. O seguro tem a função de proteger as  finanças e o patrimônio dos segurados e/ou de seus beneficiários, minimizando ou cobrindo totalmente os prejuízos financeiros resultantes de uma situação inesperada. Especificamente, os seguros de danos têm por objetivo garantir o pagamento de uma indenização ao segurado, em caso de prejuízos causados por eventos como incêndios, acidentes, roubos,  desastres naturais, entre outros, observadas as condições contratuais e as garantias contratadas. Alguns dos seguros de danos mais  populares no Brasil são os seguros de automóveis, residencial, rural, habitacional (financiamento de compra de imóveis), fiança locatícia e garantia estendida. Os seguros de danos arrecadaram R$ 47,63 bilhões em receitas no ano, até o mês de abril. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um crescimento nominal de 3,85% e uma queda real de 0,35%.

A evolução dos prêmios de seguros de danos, desde 2022, permitindo observar tendências e variações de desempenho ano a ano (abril/2022 = R$ 33.03 bilhões, abril/2023 = R$ 38.58 bilhões, abril/2024 = R$ 42.09, abril/2025 = R$ 45.86 bilhões e abril/2026 = R$ 47.63 bilhões).

A distribuição percentual dos prêmios no mês de referência entre as principais linhas de negócio, destacando a composição atual do mercado de seguros de danos. O seguro auto arrecadou R$ 20,26 bilhões no ano até o mês em referência, montante 6,55% superior ao registrado no mesmo período de 2025, em termos nominais. Essa linha de negócios respondeu por 42% dos prêmios dos seguros de danos. Os demais seguros de danos arrecadaram R$ 27,37 bilhões até abril de 2026. O segmento de seguros financeiros, que representa 6,85% dos prêmios acumulados até abril, apresentou 25,30% de crescimento nominal e 20,17% de crescimento real, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O seguro rural, que representou 9%do volume dos seguros de danos até abril de2026, teve queda, em termos nominais, de 3,62% na arrecadação, quando comparado ao mesmo período de 2025 (automóvel 42%, compreensivo 9%, rural 9%, riscos especiais/patrimonial 7%, financeiros 7% e outros 26%).

SEGUROS DE PESSOAS

Os seguros de pessoas têm por objetivo garantir o pagamento de uma indenização ao segurado ou aos seus beneficiários, observadas as condições contratuais e as garantias contratadas. Como exemplos de seguros de pessoas, temos: seguro de vida, seguro funeral, seguro de acidentes pessoais, seguro educacional, seguro viagem, seguro prestamista, seguro de diária por internação hospitalar, seguro desemprego (perda de renda) e seguro de diária por incapacidade temporária. Embora o VGBL seja tecnicamente enquadrado como um seguro de pessoas, no contexto deste boletim ele é classificado como produto de acumulação, junto como PGBL e a previdência tradicional. Dessa forma, os dados apresentados a seguir consideram apenas os prêmios dos demais produtos que compõem o segmento de seguros de pessoas.

Os seguros de pessoas arrecadaram R$ 27,17 bilhões em prêmio nos primeiros quatro meses de 2026, um aumento nominal de 10,39% e  real de 5,96% em relação a 2025, quando a arrecadação do segmento, no mesmo período, foi de R$ 24,61 bilhões.

A evolução anual dos prêmios de seguros de pessoas, com base no mês de referência, o que permite identificar a trajetória do segmento em perspectiva histórica (abril/2022 = R$ 17.42 bilhões, abril/2023 = R$ 19.04 bilhões, abril/2024 = R$ 22.58, abril/2025 = R$ 24.61 bilhões e abril/2026 = R$ 27.17 bilhões). 

A distribuição percentual dos prêmios de 2026, destacando o peso relativo de cada linha de negócio no total arrecadado no período (vida 48%, prestamista 30%, acidentes pessoais 12%, pessoas/outros 9% e viagem 1%).

O seguro de vida, por exemplo,  representa 48,46% do segmento de pessoas, tendo arrecadado R$ 13,17 bilhões no ano, um crescimento nominal de 10,69% e real de 6,24% na comparação com o acumulado no mesmo período do ano anterior.

PRODUTOS DE ACUMULAÇÃO

Os produtos de acumulação têm como principal característica a constituição de reservas financeiras que poderão ser utilizadas futuramente pelos investidores (segurados e participantes), exercendo um papel central no planejamento financeiro de longo prazo. Nesta categoria estão incluídos o VGBL, o PGBL e a previdência tradicional. VGBL e PGBL são planos com cobertura por sobrevivência (de seguro de pessoas e de previdência complementar aberta, respectivamente) em que, após um período de acumulação de recursos, proporcionam aos investidores uma renda mensal (que poderá ser vitalícia ou por período determinado) ou um pagamento único. Já a previdência tradicional refere-se aos planos desenvolvidos antes da introdução dos modelos VGBL e PGBL. Ela é composta por produtos com regras específicas de contribuição e benefício, estruturados conforme normativos anteriores. Seu volume representa parcela minoritária entre os produtos atuais de acumulação.

Os produtos de acumulação obtiveram contribuições de R$ 54,32 bilhões no ano até o mês de abril, uma redução nominal de 8,29% e real de 11,97% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No mês de referência, o valor das contribuições superou o pagamento de resgates e benefícios em R$ 5,22 bilhões.

A evolução anual das contribuições realizadas aos principais produtos de acumulação: VGBL (abril/2022 = R$ 44.58 bilhões, abril/2023 = R$ 45.97 bilhões, abril/2024 = R$ 59.15, abril/2025 = R$ 54.60 bilhões e abril/2026 = R$ 49.08 bilhões), PGBL e previdência tradicional ((abril/2022 = R$ 4.25 bilhões, abril/2023 = R$ 4.55 bilhões, abril/2024 = R$ 5.01, abril/2025 = R$ 4.64 bilhões e abril/2026 = R$ 5.24 bilhões). As séries históricas, que comparamos dados ao longo dos últimos cinco anos, permitem acompanhar tendências e oscilações no comportamento dos investidores. A análise contribui para uma melhor compreensão da dinâmica desse segmento, relevante no planejamento financeiro de longo prazo dos indivíduos.

CAPITALIZAÇÃO

Títulos de capitalização são produtos que têm por objetivo, prioritariamente, a acumulação financeira, nos termos determinado sem cada plano,  além da possibilidade de participar de sorteio sem dinheiro. Podem ser adquiridos para participação em campanhas filantrópicas, incentivo à venda de produtos e à adimplência de planos de pagamento continuado e como garantia de contratos de aluguel, por exemplo.

Os produtos de capitalização obtiveram receitas de R$ 10,48 bilhões no acumulado até abril de 2026, o que representa uma queda  nominal de 4,87% e real de 8,70% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 11,01 bilhões.

A evolução anual das receitas com títulos de capitalização (abril/2022 = R$ 8.78 bilhões, abril/2023 = R$ 9.35 bilhões, abril/2024 = R$ 9.91, abril/2025 = R$ 11.01 bilhões e abril/2026 = R$ 10.48 bilhões) e a distribuição dessas receitas  por modalidade(tradicional 72%, instrumento de garantia 13%, filantropia premiável 9%, incentivo 4% e popular 2%). A análise da série histórica permite observar a trajetória recente desse mercado, enquanto a divisão por modalidade e vidência a predominância da capitalização tradicional (72%), além do espaço ocupado por outras, como instrumento de garantia (13%) e filantropia premiável (9%).

RESSEGUROS

O Resseguro é o contrato pelo qual a seguradora (cedente) transfere parte dos riscos assumidos para uma resseguradora (cessionária), protegendo a seguradora contra grandes sinistros ou catástrofes, sem modificar o acordo entre a seguradora e os clientes finais.   

As resseguradoras integram o escopo de supervisão da Susep desde 2008, quando o mercado de resseguro deixou de ser monopólio estatal  e as primeiras resseguradoras foram autorizadas a operar no Brasil. 

Em 2026, até abril, do total de R$ 74,80 bilhões em prêmios emitidos (seguros de pessoas e danos, excluindo VGBL) pelas seguradoras, R$ 9,79 bilhões foram cedidos em resseguros (o valor apresentando é líquido da comissão de resseguro), o que corresponde a 13,08%. 

Atualmente, estão autorizadas a operar no Brasil 15 resseguradoras locais (sediadas no território nacional), 25 admitidas (com sede no  exterior e com escritório no Brasil) e 92 eventuais (com sede no exterior e sem escritório no Brasil). A distribuição dos prêmios cedidos entre esses tipos de resseguradoras (R$ 4,88 bilhões Locais, R$ 2,52 bilhões Admitidas e R$ 2,39 bilhões Eventuais), enquanto a evolução do volume de prêmios cedidos nos últimos  anos, 2024, 2025 e 2026 respectivamente (4.02, 4.50 e 4.88 bilhões de reais nas Locais, 2.48, 2.58 e 2.52 bilhões de reais nas Admitidas e 1.54, 2.20 e 2.39 bilhões de reais nas Eventuais), possibilitando a análise da dinâmica do mercado e da utilização desse instrumento pelas seguradoras.

O mercado de resseguros possui natureza transfronteiriça, permitindo a distribuição dos riscos assumidos pelas seguradoras entre diferentes mercados. 

Além de receber em cessões de resseguro de seguradoras locais, as resseguradoras locais também podem aceitar riscos provenientes do exterior, seja diretamente de seguradoras estrangeiras ou por meio de retrocessões de outras resseguradoras. 

Esse indicador contribui para avaliar a inserção do mercado brasileiro de resseguros no cenário internacional.

No acumulado do ano até março (as informações de aceitações do exterior são defasadas em um mês), as resseguradoras locais registraram R$ 478,35 milhões na aceitação de riscos provenientes do exterior, sendo R$ 356,49 milhões em prêmios líquidos de resseguro e R$ 121,86 milhões em retrocessões aceitas líquidas.

Fonte: SUSEP (Boletim Mensal - Abril 2026)

Endereço: Rua Ailson Simões nº 253 - Bairro Cupecê - CEP 04652-228 - São Paulo - SP
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