Vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, é aprovada pela Anvisa28/11/2025 A Butantan-DV, vacina da dengue do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foi aprovada na quarta-feira (26/11) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com o parecer favorável, o imunizante, que é o primeiro contra dengue em dose única no mundo, deverá ser incluído no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O início da vacinação e a faixa etária de aplicação ainda serão definidas pelo Ministério da Saúde.
Mesmo antes da aprovação, o Instituto Butantan havia dado início à produção do imunizante em seu parque industrial, já tendo mais de um milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI. Além disso, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção. O acordo permitirá ampliar a capacidade de fornecimento para entregar aproximadamente 30 milhões de dose no segundo semestre de 2026. "É um feito histórico para a ciência e a saúde do Brasil. Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa: a vacina em dose única do Instituto Butantan. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país", diz o diretor do Instituto Butantan. Esper Kallás. Para o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, o imunizante é um dos maiores avanços científicos das últimas décadas. "A produção da vacina da dengue em território paulista demonstra nossa capacidade de liderar o desenvolvimento de biotecnologias estratégicas para o país, reduzindo a dependência de importações e assegurando autonomia na proteção da nossa população", afirma. Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue, quatro vezes mais do que em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde. Em 2025, até meados de novembro, foram notificados 1,6 milhão de casos prováveis. Desde o começo dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros já foram acometidos pela doença. A aprovação da vacina é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3 encaminhados à Anvisa. No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue. O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente. Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno. A maioria das reações foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram raros e todas as pessoas se recuperaram. A vacina da dengue do Instituto Butantan é a primeira que pode ser aplicada em apenas uma dose no mundo, o que tem potencial de facilitar adesão do público e a logística da campanha. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e enfrentamento da doença. O Instituto Butantan pretende ampliar a faixa etária de vacinação tanto para o público pediátrico quanto para aquele acima de 60 anos. Para isso, já recebeu aprovação da Anvisa para avaliar a vacina da dengue na população de 60 a 79 anos. Se os resultados da pesquisa forem satisfatórios, será possível solicitar à agência reguladora a inclusão desse grupo nas recomendações do imunizante. Além disso, mais dados deverão ser coletados para avaliar a possível inclusão das crianças de 2 a 11 anos nas recomendações da vacina. Os estudos clínicos realizados já comprovaram que a vacina é segura nesta faixa etária. Fonte: Instituto Butantan
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Presidente sanciona lei que amplia isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil27/11/2025 O presidente Lula sancionou, na quarta-feira (26/11), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. Esta é uma das medidas mais aguardadas de 2025 na área econômica e passa a valer para a declaração do ano que vem.
Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o caráter social da medida e reforçou o compromisso do governo com a redução das desigualdades. "Combater a desigualdade é termos a capacidade de nos indignarmos com aquilo que está errado. O bom governante se preocupa com aqueles que são invisíveis. Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, mas pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza", afirmou. Ele lembrou que a promessa foi feita ainda na campanha. "O povo pobre não quer muita coisa, ele quer garantir que vai ter comida todo dia, que vai ter um lugar pra morar e que seus filhos possam estudar. Lembro quando Haddad foi me entregar o projeto e hoje estamos cumprindo essa promessa. É um dia muito importante. Vamos elevar esse país a um padrão de desenvolvimento médio, e ele não deve continuar sendo um país desigual." A iniciativa altera regras de tributação e busca ampliar o alcance de benefícios voltados a trabalhadores e setores específicos da sociedade, com impactos diretos na renda, no consumo e na formalização. No total, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar imposto de renda com a nova lei, sendo 10 milhões que passarão a ser isentos e outros 5 milhões que contarão com redução no imposto. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também destacou a dimensão histórica da medida e agradeceu o apoio do Congresso Nacional. Ele afirmou que, quando o interesse coletivo prevalece, o país avança. "Quando o bem comum está acima de interesses menores, é possível unir o Brasil em torno de grandes causas", disse. Haddad ressaltou ainda o impacto da proposta sobre a desigualdade de renda. "O Brasil possui uma desigualdade pior do que a de 47 países da África. Isso tem que acabar. Temos que ter o mínimo de dignidade para nossa gente. Se a desigualdade começa a ser reduzida, é porque as oportunidades estão sendo ampliadas." O ministro também parabenizou as equipes técnicas do Ministério da Fazenda: "Esse dia é importante, pois é o resgate da política com dignidade. O Brasil está unido em torno das melhores causas." Para compensar os cofres públicos pela perda de arrecadação, a nova lei aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é de que este aumento da carga alcance 140 mil brasileiros de alta renda. A cobrança é gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Aqueles que já pagam essa porcentagem ou mais não serão cobrados. Não há, portanto, impacto fiscal: a medida não prejudica as contas do governo, não exige corte de gastos e não afeta nenhum serviço oferecido à população. Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual. Isentar brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês da cobrança do Imposto de Renda foi uma promessa de campanha do presidente Lula. O projeto que culminou na lei sancionada hoje chegou ao Congresso Nacional em março deste ano. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal aprovaram a medida por unanimidade. O ministro afirmou também que este é o passo mais significativo no caminho da justiça tributária no Brasil. O atual governo já havia reajustado a tabela do Imposto de Renda nos dois primeiros anos da atual gestão, encerrando um ciclo de mais de seis anos de defasagem. Ou seja, entre 2023 e 2026, o governo Lula dará isenção total de Imposto de Renda para aproximadamente 20 milhões de brasileiros e redução para outros 5 milhões, totalizando cerca de 25 milhões de beneficiados desde o início da atual gestão. Ainda segundo a equipe técnica, com esse conjunto de mudanças, o sistema do Imposto de Renda fica mais simples, mais progressivo e mais alinhado à capacidade contributiva de cada grupo. Quem ganha menos passa a ter mais renda no bolso, enquanto quem recebe valores muito altos passa a contribuir de forma mais compatível com seus rendimentos. O resultado é um modelo mais justo, equilibrado e transparente. Fonte: Ministério da Fazenda A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou em seu portal os números de beneficiários de planos de saúde referentes a setembro de 2025. Neste período, o setor registrou 53.232.560 de usuários em assistência médica e 34.910.516 em planos exclusivamente odontológicos.
Nos planos médico-hospitalares, setembro contou com mais 332.837 beneficiários em relação ao mês anterior. Se o comparativo for em relação ao mesmo mês de 2024, houve aumento de 1.426.001 beneficiários no setor. Nos planos exclusivamente odontológicos, 946.755 beneficiários incrementaram o setor em setembro deste ano, se compararmos com o mesmo mês em 2024. De agosto para setembro de 2025, a saúde suplementar conquistou mais 357.669 beneficiários. Já nos estados, no comparativo com setembro de 2024, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em todas as unidades federativas. Entre os odontológicos, 21 unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual. Adesões e Cancelamentos O crescimento no último mês, em planos de assistência médica, foi resultado da inclusão de 1.347.958 novos vínculos e o cancelamento de 1.015.121 vínculos. É importante reforçar que se trata de vínculos e não de indivíduos, podendo um mesmo indivíduo ser beneficiário em mais de um plano. Também cabe destacar que os novos vínculos, ou adesões, referem-se a todo tipo de entrada, tais como novos beneficiários, transferência de carteira, mudança voluntária de plano etc. Da mesma forma, os cancelamentos referem-se a todo tipo de saída, como encerramento do contrato de plano coletivo de uma empresa, saída de beneficiários do setor, óbito etc. Esses números indicam uma taxa de rotatividade (semelhante ao turnover de uma empresa) no mês de setembro de 1,91%, ou seja, 1.015.121 vínculos ativos foram substituídos no mês. No acumulado de 12 meses, verificaram-se 15.537.653 adesões e 14.111.652 cancelamentos, resultando em uma taxa de rotatividade de 27,20%. Importante destacar que os números podem sofrer alterações retroativas em razão das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras. Fonte: ANS |
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2025 Meta Oficial de Inflação para 2025 no Brasil é de 3,00%.
IGP-M - Outubro * -0,36% - (mensal) * -1,30% - (no ano) * 00,92% - (12 meses) INPC - Outubro * 00,03% - (mensal) * 03,65% - (no ano) * 04,49% - (12 meses) IPCA - Outubro * 00,09% - (mensal) * 03,73% - (no ano) * 04,68% - (12 meses) IPCA-15 - Novembro * 00,20% - (mensal) * 04,15% - (no ano) * 04,50% - (12 meses) Taxa DI - Dezembro * 14,90% a.a. Taxa Selic - Dezembro * 15,00% a.a. Poupança (01/12) * 0,6751% a.m. Salário Mínimo Nacional * R$ 1.518,00 Salário Mínimo do Estado de São Paulo * R$ 1.804,00 Passagem de Ônibus na Cidade de São Paulo: * R$ 5,00 (comum) Passagem de Metrô / Trem na Cidade de São Paulo: * R$ 5,20 (comum) Integração Ônibus / Metrô ou Trem na Cidade de São Paulo: * R$ 8,90 (comum) Histórico
Dezembro 2025
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